Rita da Costa , pintura de Lisboa, Portugal.
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Rita dos Santos Alves da Costa, nasceu em Benfica, a 29 de Junho de 1980, e mora em Sintra. Neste momento é finalista do curso de Pintura da Faculdade de Belas Artes de Lisboa.
Participou em exposições colectivas e fez exposições individuais:
Exposição Individual, Bairro Alto, Lisboa, Maio 2004
Exposição Individual, Galeria Orlando Morais, Ericeira, Março 2004
Exposição Colectiva, "Arte e Feminino", Vendas Novas, Março 2004
Exposição Individual, Sociedade Guilherme Cossoul, Lisboa, Fev. 2004
Exposição Colectiva, Galeria Matos Ferreira, Lisboa, Dez. 2003
Exposição Colectiva, PCV, Lisboa, Novembro 2003
Exposição Internacional de Artes Plásticas , Vendas Novas, Nov.2003
Exposição Colectiva, Galeria de Arte da Moura, Outubro 2003
Exposição Colectiva de Fotografia, Galeria da Câmara Municipal da Moura, Outubro 2003
Exposição Individual de Fotografia, Propaganda Bar, Sintra, Outubro 2002
Exposição Individual de Pintura, Propaganda Bar, Sintra, Setembro 2002
Pintura de Rita da Costa
Apresentação
A pintura de Rita da Costa poderia ser definido com um percurso da memória que, com o decorrer do tempo, parte da difusão dos pormenores até chegar à síntese conclusiva. Feito este processo, penetrando nas mutações que se vão sucedendo do registo de imagem, a pintora "caminha" do quase concreto ao mais abstracto e essencial.
Assim, numa primeira fase, chamada "Reflexos da Memória", os momentos, preenchidos de rostos ou paisagens, são como que reflectidos em água e distorcidos pelas suas correntes, pois a nossa percepção sensorial é subjectiva e, logo a interpretação que fazemos é quase sempre deformada e ilusória. Com efeito, o retrato ou a figuração assumem-se desde o início através do gesto de construção da figura e, cada vez mais, os seus contornos e cores diluem-se. A figura perde-se no fundo, como que "afundada".
Numa 2a fase, a paisagem ou cena torna-se totalmente abstracta, os momentos confundem-se, como se a velocidade da cena aumentasse e se tornasse imperceptível. As cores e os elementos pictoricos diluem-se em manchas que se assumem mais ou menos nitidamente, dando apenas informações gerais, como as tonalidades da cena e a localização de maior ou menor densidade de elementos.
Numa terceira fase, surge uma espécie de resumo claro e sintético do "momento", ou do que ali foi percepcionado, como se com o passar do tempo, tirássemos uma conclusão ou fizessemos um resumo. Nesta fase, a procura do essencial de cada cena leva ao encontro do desenho oriental da filosofia Zen, do facto de que, com apenas um traço, ou apenas um gesto, se resumir o primordial de um dado momento. Aqui, assume-se a pincelada como sendo o essencial de qualquer pintura e do gesto criativo do pintor.